30 de Setembro de 2012

Tem momento único que você fica sozinho. Você costuma pensar nas coisas que vieram e na sua vida nas que se foram e nunca voltaram, penso se esses “pensamentos” surgem ao acaso pelo simples fato de estarmos num momento sozinho ou se são coisas mal resolvidas que se apresentam quando forma-se o momento de solidão ou se simplesmente a falta da poesia ignorante humana trás isso a tona.
Evidentemente não devo entendes os mais poetas, não entendo seus sonhos e esperanças, a luz que vejo no fim do túnel é a luz da razão, não simplesmente um sonho.
Vem um amargo na boca, arfo, suspiro, a fumaça deixa meus pulmões e queima entra a traqueia, céu da boca, as cavidades nasais se irritam, e num ímpeto de livrar-me deste mal estar, eu cuspo o desgosto do tabaco no chão, e continuo a pensar.
Divago na possibilidade de cuspir o passado para fora, então dou uma tragada e acidentalmente piso em meu próprio cuspe, no meu próprio desgosto.
A mente não poeta, porem não menos observadora percebe que o Criador revela o simbolo maior de que não nega-se, nem se esquece o passado.
O que mais se diz é “querer nem sempre é poder” já no meu caso é “não querer é sempre poder”.
Não queria essa inquietude, nem mesmo queria essa solidão, mas sempre poderá elas me atormentarem.
O único pensamento que me conforta é saber que todos os pensantes, ou os que não deveriam nem mais vir para esse plano limitado também compartilham desse desgosto.
Cinco sentidos reclamam sua real natureza constantemente e inconstantemente. E a única coisa que os apazigua é um corpo quente, feminino e nu.
Da simples forma que a natureza comporta-se para diluir-se em mudanças imperceptíveis para nós, simples homens, entendo que da mesma forma meu espirito reclama sua posição de destaque no meu coração e isso só ocorre ao ver a felicidade daquilo que momentaneamente mais amo.
Não há sentido numa humanidade modernas que mascara isso, tornando-se todos, humanos domesticados.





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