19 de Setembro de 2012
Você escreve para não ter que enforcar alguem...
Você engole seco, esta cansado... observa e abaixa cabeça
Espirito velho, percebe que teimoso é o mundo, carrancudo
é o mais natural de uma psique sadia.
Os olhos arregalados, o coração palpitando forte, as mãos
quentes, o gosto de tabaco misturado ao de cerveja na boca e a nostalgia que
nunca passa. Você respira, e vê que não precisa de nada disso, mas não consegue
largar.
É tão sozinho que xingar é falar besteiras para si mesmo.
A graça da arte está para aquele apenas que aprecia,
porque para o artista não tem graça alguma, para falar a verdade é um fardo.
A obra-prima é o sonho de um apocalipse, a tranquilidade
é um corpo estirado coberto por um saco preto, o nirvana é a imbecilidade dos
outros.
O feminino do artista é a falta de ciência para os
machos. Se fosse o contrario não seria belo, e certamente seria bom de verdade.
A mascara é a virgem irritante. O rosto descoberto é a
prostituta suja. O meio termo é o cotidiano.
Odeio a copia, odeio até a forma de falarem igual a este
que vos fala, uns podem se vangloriar de lançar modas, eu só queria por um
momento ser único... assemelha-se ao sentimento do altíssimo, de estar em tudo
e em nada ao mesmo tempo.
Ai chego e reclamo porque ninguém entende...
Você vem e me vê.
Você vem e me lê.
Você vem e me admira.
Mas não entende nada... e me chama de gênio.
E assim é o gênero humano moderno, a precipitação dos
pensamentos, as bocas que proferem palavras feito uma artilharia antiaérea, os
sentimentos esbarrando nos sonhos, e me vem com poesias, com futuro brilhante,
com a porcaria da esperança... podia ter deixado escapar da caixa a ultima
desgraça dos homens Pandora...
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